Quem sou eu

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Amante das palavras e daqueles que sabem fazer bom uso delas. Gosto de quem entende o que eu digo. De quem escuta o que eu penso. Dos meus discos. Dos meus livros. Da minha solidãozinha. Dos meus blues. De homem que sabe ser homem. De noites em claro e dias em branco. (...) Eu canto em português errado. Acho que o imperfeito não participa do passado. Troco as pessoas, troco os pronomes. Preciso de oxigênio, preciso ter amigos, preciso ter dinheiro, preciso de carinho. Acho que te amava, agora acho que te odeio. São tudo pequenas coisas e tudo deve passar.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Confesso acordei achando tudo indiferente, verdade acabei sentindo cada dia igual. Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante, quem sabe o amor tenha chegado ao final. Não vou dizer que tudo é banalidade. Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais. É mesmo exagero ou vaidade, eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz. Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás. Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz. Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais. Tanta coisa foi acumulando em nossa vida eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder. Aos poucos fui ficando mesmo sem saída, perder o vazio é empobrecer. Não vou querer ser o dono da verdade. Também tenho saudade mas já são quatro e tal. Talvez eu passe um tempo longe da cidade, quem sabe eu volte cedo ou não volte mais.