Tenho dentro de mim tanta coisa, que me cansa, me enche, me sufoca. Ah, escrevo coisas sem conteúdo, sem pé nem cabeça, cheios de erros do meu português ruim, escrevo, falo, grito. Dou um grito de socorro pra que me tirem dessa lama movediça. Preciso de uma mão, de um chute, de um tapa, qualquer coisa que me faça acordar, porque eu sou tão fraca que as vezes nem isso eu consigo fazer por mim mesma. E assim de subito, vou dispejando minha vida, cuspindo o que me intupiu por tanto tempo. Queria falar de amor, da vida, das cores, de você. Olha até de você eu queria falar. Mas só consigo falar de mim e dessa minha ânsia de manhã cedo, desse incomodo que não me larga, desse mal estar e dessa minha anpatia com tudo. Sou egoísta ao falar só de mim, mas também sou tantas outras coisas. Sou coisa boa também tá? Não sou só esse monte de coisa que não deu certo.
[...] Se todo mundo fosse como eu, eu não precisaria odiar os outros.
Quem sou eu
- Virgínia :)
- Amante das palavras e daqueles que sabem fazer bom uso delas. Gosto de quem entende o que eu digo. De quem escuta o que eu penso. Dos meus discos. Dos meus livros. Da minha solidãozinha. Dos meus blues. De homem que sabe ser homem. De noites em claro e dias em branco. (...) Eu canto em português errado. Acho que o imperfeito não participa do passado. Troco as pessoas, troco os pronomes. Preciso de oxigênio, preciso ter amigos, preciso ter dinheiro, preciso de carinho. Acho que te amava, agora acho que te odeio. São tudo pequenas coisas e tudo deve passar.