Quem sou eu

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Amante das palavras e daqueles que sabem fazer bom uso delas. Gosto de quem entende o que eu digo. De quem escuta o que eu penso. Dos meus discos. Dos meus livros. Da minha solidãozinha. Dos meus blues. De homem que sabe ser homem. De noites em claro e dias em branco. (...) Eu canto em português errado. Acho que o imperfeito não participa do passado. Troco as pessoas, troco os pronomes. Preciso de oxigênio, preciso ter amigos, preciso ter dinheiro, preciso de carinho. Acho que te amava, agora acho que te odeio. São tudo pequenas coisas e tudo deve passar.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Que bom que você não tem memória e nunca amou ninguém. Eu sofro de reminicências e enfarto de desejos. Meus sentimentos transbordam pela pele e desabrocho todo dia pela manhã.
Que bom que você não tem memória e segue a vida em frente. Eu contemplo a estação e espero um trem fantasma. E em minha vitrola ainda um tango de Ravel.
Que bom que você não tem memória e brinda sempre com os amigos. Eu coleciono cicatrizes e dialogo com o silêncio.
Que bom que você não tem amor e nunca memorizou ninguém...

... eu sei de cor cada sorriso seu.