Quem sou eu

Minha foto
Amante das palavras e daqueles que sabem fazer bom uso delas. Gosto de quem entende o que eu digo. De quem escuta o que eu penso. Dos meus discos. Dos meus livros. Da minha solidãozinha. Dos meus blues. De homem que sabe ser homem. De noites em claro e dias em branco. (...) Eu canto em português errado. Acho que o imperfeito não participa do passado. Troco as pessoas, troco os pronomes. Preciso de oxigênio, preciso ter amigos, preciso ter dinheiro, preciso de carinho. Acho que te amava, agora acho que te odeio. São tudo pequenas coisas e tudo deve passar.

sábado, 21 de janeiro de 2012


De repente – ou não de repente, mas tão aos pouquinhos, e tão igual todo dia que era como se fosse assim, num piscar de olhos, num virar de página – passou-se muito tempo.

Tem coisa que dá vontade de viver de novo. E de novo. E de novo.

Quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo .

domingo, 15 de janeiro de 2012


E quando você morre por dentro. E continua vivo por fora. Como faz?

"Virgínia apertou o ramo de rosas contra o peito. Inútil é o amor que eu tenho por você, quis dizer-lhe. Não disse."


s a u d a d e

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012


Há pessoas desagradáveis apesar das suas qualidades e outras encantadoras apesar dos seus defeitos.

Queria ser a primeira pessoa a te dar bom dia. Queria ser a última pessoa a te dar boa noite. Queria morar no brilho dos teus olhos, queria ser o motivo do teu sorriso.

domingo, 1 de janeiro de 2012


Não foi desejo. Nem vontade, nem curiosidade, nem nada disso. Foi um choque elétrico meio que de surpresa, desses que te deixa com o corpo arrepiado, coração batendo acelerado e cabelo em pé . Foi sentimento . Não foi planejado, nem premeditado. Foi só um querer estar perto e cuidar, tomar todas as dores e lágrimas como se fossem suas. A vontade e o desejo vieram depois, bem depois. Não foi um lance de corpo, foi um lance de alma. Não foram os olhos, nem os sorrisos, nem o jeito de andar ou de se vestir, foram as palavras. Uma saudade e uma urgência daquilo que nunca se teve, mas era como se já tivesse tido antes. Foi amor. É amor.

Estou te mandando um aviso. Bilhete colado na porta da geladeira, telegrama, sinal de fogo, e-mail, não importa. Estou gritando seu nome na areia da praia, do alto da minha insanidade. Vem me salvar. Me leva embora. Prova que não é igual, que a compra não vai ter devolução no primeiro defeito, porque eu sou cheia deles. Me compra, me leva pra casa com tudo o que tem direito. Com medo, com mania, com falar demais e sentir de menos.

2012... Que seja doce!