"As pessoas acham que a alma gêmea é o encaixe perfeito, e é isso que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama a sua atenção para você mesmo, para que possa mudar a sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea para sempre? Não. Dói demais. As almas gêmeas só entram na sua vida pra revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora."
[...] Se todo mundo fosse como eu, eu não precisaria odiar os outros.
Quem sou eu
- Virgínia :)
- Amante das palavras e daqueles que sabem fazer bom uso delas. Gosto de quem entende o que eu digo. De quem escuta o que eu penso. Dos meus discos. Dos meus livros. Da minha solidãozinha. Dos meus blues. De homem que sabe ser homem. De noites em claro e dias em branco. (...) Eu canto em português errado. Acho que o imperfeito não participa do passado. Troco as pessoas, troco os pronomes. Preciso de oxigênio, preciso ter amigos, preciso ter dinheiro, preciso de carinho. Acho que te amava, agora acho que te odeio. São tudo pequenas coisas e tudo deve passar.
quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
“E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo. No tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural” .
sexta-feira, 25 de março de 2011
Uma ligação
[Ele atendeu o telefone, com certo descaso]
- Olha, eu não to com muita vontade de falar…
- Então só me escuta… Pode ser?
- Tá bom.
- Não fala nada, até eu terminar…
[Silêncio]
- Olha - ela começou - eu não sei se deveria estar fazendo isso, se eu deveria mesmo me expor desse jeito, se eu tinha mesmo que te ligar e te falar isso tudo que eu vou falar agora. Pode ser que mude alguma coisa pra você, ou pra mim, talvez pra nós, pode ser que continue a mesma merda, pode ser que você nem mesmo preste atenção e pode ser que a ligação caia e eu não perceba. Enfim, é tão bizarro quando as pessoas falam pra eu te esquecer, pra te deixar de lado, porque você não merece o que eu sinto, ou o que eu tento fazer por você, mesmo que não seja muita coisa, mas não é fácil. Eu até já pensei em desistir mesmo, em fingir que nada disso nunca existiu, que nunca gostei de você, e que você não mudou minha vida nem um pouco. Na verdade, as vezes eu tenho muita vontade de fazer isso, mas é tão sei lá, surreal, sabe? É quase impossível, possível, mas não provavel, não te procurar durante o dia, não olhar meu celular o tempo todo pra ver se tem uma mensagem, uma ligação, um sinal de que você me procurou, que teve vontade de falar comigo. Eu já disse que não sei por que eu to dizendo tudo isso?
[Silêncio]
[Suspiro]
- Você me fez mudar tanto - ela reiniciou - você mudou tanta coisa na minha vida, as vezes eu paro do nada e penso “cara, eu to gostando mesmo…”, e aí eu lembro que tinha tanto tempo que eu não sentia isso, não me sentia bem como eu me sinto, tinha tempo que alguém não me fazia tão bem quanto você me fez, mesmo que você ligue só pra me xingar, porque eu sei que no fundo isso tudo é amor.
[Breve pausa]
- Eu sei que eu já disse várias vezes que não acreditava no que você me falava, e pra ser bem sincera, diversas vezes eu não acreditei mesmo, e as vezes ainda acredito desacreditando. Eu tenho medo sabe, de gostar demais, e depois ver que aquele “demais”, não valia tanto a pena, e as vezes eu acho que você tem medo também. Sei lá. Você é tão diferente de mim, e as vezes é tão igual. As vezes você fala o que tá sentindo, e de repente se fecha, e eu fico confusa, eu não consigo entender, não consigo te entender. Mas de repente não importa se eu te entendo ou não, o que importa é que você tá lá, pra mim. Talvez não só pra mim, mas você tá lá. Eu não sei de muitas coisas do seu passado, e não faço questão de saber. Eu só queria saber se ainda tem espaço pra mim no teu presente e no teu futuro.
[Suspiro]
- Olha, se quiser desligar agora, eu vou entender, até porque você não quer conversar. Enfim… Acabei.
[A campainha toca]
- Vou desligar, tem alguém aqui. Beijos.
[Ela desliga o telefone e abre a porta]
- Eu precisava vir aqui, só pra te falar que eu te amo - diz o garoto com o telefone em mãos.
[Ele atendeu o telefone, com certo descaso]
- Olha, eu não to com muita vontade de falar…
- Então só me escuta… Pode ser?
- Tá bom.
- Não fala nada, até eu terminar…
[Silêncio]
- Olha - ela começou - eu não sei se deveria estar fazendo isso, se eu deveria mesmo me expor desse jeito, se eu tinha mesmo que te ligar e te falar isso tudo que eu vou falar agora. Pode ser que mude alguma coisa pra você, ou pra mim, talvez pra nós, pode ser que continue a mesma merda, pode ser que você nem mesmo preste atenção e pode ser que a ligação caia e eu não perceba. Enfim, é tão bizarro quando as pessoas falam pra eu te esquecer, pra te deixar de lado, porque você não merece o que eu sinto, ou o que eu tento fazer por você, mesmo que não seja muita coisa, mas não é fácil. Eu até já pensei em desistir mesmo, em fingir que nada disso nunca existiu, que nunca gostei de você, e que você não mudou minha vida nem um pouco. Na verdade, as vezes eu tenho muita vontade de fazer isso, mas é tão sei lá, surreal, sabe? É quase impossível, possível, mas não provavel, não te procurar durante o dia, não olhar meu celular o tempo todo pra ver se tem uma mensagem, uma ligação, um sinal de que você me procurou, que teve vontade de falar comigo. Eu já disse que não sei por que eu to dizendo tudo isso?
[Silêncio]
[Suspiro]
- Você me fez mudar tanto - ela reiniciou - você mudou tanta coisa na minha vida, as vezes eu paro do nada e penso “cara, eu to gostando mesmo…”, e aí eu lembro que tinha tanto tempo que eu não sentia isso, não me sentia bem como eu me sinto, tinha tempo que alguém não me fazia tão bem quanto você me fez, mesmo que você ligue só pra me xingar, porque eu sei que no fundo isso tudo é amor.
[Breve pausa]
- Eu sei que eu já disse várias vezes que não acreditava no que você me falava, e pra ser bem sincera, diversas vezes eu não acreditei mesmo, e as vezes ainda acredito desacreditando. Eu tenho medo sabe, de gostar demais, e depois ver que aquele “demais”, não valia tanto a pena, e as vezes eu acho que você tem medo também. Sei lá. Você é tão diferente de mim, e as vezes é tão igual. As vezes você fala o que tá sentindo, e de repente se fecha, e eu fico confusa, eu não consigo entender, não consigo te entender. Mas de repente não importa se eu te entendo ou não, o que importa é que você tá lá, pra mim. Talvez não só pra mim, mas você tá lá. Eu não sei de muitas coisas do seu passado, e não faço questão de saber. Eu só queria saber se ainda tem espaço pra mim no teu presente e no teu futuro.
[Suspiro]
- Olha, se quiser desligar agora, eu vou entender, até porque você não quer conversar. Enfim… Acabei.
[A campainha toca]
- Vou desligar, tem alguém aqui. Beijos.
[Ela desliga o telefone e abre a porta]
- Eu precisava vir aqui, só pra te falar que eu te amo - diz o garoto com o telefone em mãos.
terça-feira, 22 de março de 2011
E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar.
segunda-feira, 21 de março de 2011
...Já não era medo. Era uma coisa sua em mim.
Saudade não é o que a gente sente quando a pessoa vai embora. Seria muito simples acenar um 'tchau' e contentar-se com as memórias, com o passado. Saudade não é ausência. É a presença, é tentar viver no presente. É a cama ainda desarrumada, o par de copos ao lado da garrafa de vinho, é a escova de dentes ao lado da sua. Saudades são todas as coisas que estão lá para nos dizer que não, a pessoa não foi embora. Muito pelo contrário: ela ficou, e de lá não sai.
A ausência ocupa espaço, ocupa tempo, ocupa a cabeça, até demais. E faz com que a gente invente coisas, nos leva para tão próximo da total loucura quanto é permitido, para alguém em cujo prontuário se lê "sadio". Ela faz a gente realmente acreditar que enlouquecemos. Ela nos deixa de cama, mesmo quando estamos fazendo todas as coisas do mundo. Todas e ao mesmo tempo. É o transtorno intermitente e perene de implorar por 'um pouco mais'.
Saudade não é olhar pro lado e dizer "se foi". É olhar pro lado e perguntar "cadê?".
A ausência ocupa espaço, ocupa tempo, ocupa a cabeça, até demais. E faz com que a gente invente coisas, nos leva para tão próximo da total loucura quanto é permitido, para alguém em cujo prontuário se lê "sadio". Ela faz a gente realmente acreditar que enlouquecemos. Ela nos deixa de cama, mesmo quando estamos fazendo todas as coisas do mundo. Todas e ao mesmo tempo. É o transtorno intermitente e perene de implorar por 'um pouco mais'.
Saudade não é olhar pro lado e dizer "se foi". É olhar pro lado e perguntar "cadê?".
domingo, 20 de março de 2011
" Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como pude ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava. Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo...Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu.
Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo. Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza....
Sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinto falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.
Prometi não tentar entender e apenas sentir, sentir mais uma vez, sentir apenas a falta (...) Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria."
Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo. Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza....
Sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinto falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.
Prometi não tentar entender e apenas sentir, sentir mais uma vez, sentir apenas a falta (...) Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria."
sexta-feira, 18 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Ele pode estar olhando as suas fotos . Neste exato momento . Porque não ? Passou-se muito tempo . Detalhes se perderam . E daí ? Pode ser que ele faça todas as coisas que você faz . Escondida . Sem deixar rastro nem pistas . Talvez ele faça aquela cara de dengoso e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram seus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças . As boas . Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você . Todos os dias . E ainda assim preferir o silêncio . Ele pode reler seus bilhetes, procurar o seu cheiro em outros cheiros . Ele pode ouvir as suas músicas, procurar a sua voz em outras vozes . Quem nos faz falta acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta . Não há escape . Talvez ele perceba que você faz falta . E diferença . De alguma forma, numa noite fria . Você não sabe . Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado inverno em Paris . Talvez ele volte . Você confia nele? - Sim.
domingo, 13 de março de 2011
Não adianta esperar que uma pessoa lhe dê o que ela não possui
É, eu só lamento, sabe. Lamento ter visto muita coisa numa pessoa que não viu nada em mim.
sábado, 12 de março de 2011
A gente se entrega nas menores coisas.
Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida . E não darei . Não é mais possível .
Não vou me alimentar de ilusões . Prefiro reconhecer com o máximo de tranquilidade possível que estou só, do que ficar à mercê de visitas adiadas, encontros transferidos.
Não vou me alimentar de ilusões . Prefiro reconhecer com o máximo de tranquilidade possível que estou só, do que ficar à mercê de visitas adiadas, encontros transferidos.
Novas do dicionário da vida real:
AMOR: Enfermidade temporária que se cura com o casamento. Palavra de quatro letras, duas vogais e dois idiotas.
DANÇAR: É a frustração vertical de um desejo horizontal.
ESCOTEIROS: 40 crianças vestidas de idiotas, comandadas por um idiota vestido de criança.
DOR DE CABEÇA: anti-concepcional mais usado pelas mulheres destes tempos.
VIRGEM: Menina de 9 anos , muito feia , que corre mais que o primo.
EXAME ORAL: Prova para conseguir um estágio na Casa Branca.
LÍNGUA: Órgão sexual que os antigos usavam para falar.
CONFIANÇA: Via livre que se dá a uma pessoa para que cometa uma série de abusos.
FÁCIL: Diz-se da mulher que tem a moral sexual igual a de um homem.
GINECOLOGISTA: Especialista que trabalha no lugar onde os outros homens se divertem.
HERÓI: Indivíduo que, diferente do resto, não pôde sair correndo.
HOMEM: Ser masculino que durante seus primeiros nove meses de vida quer sair de um lugar em que tenta entrar pelo resto da vida.
INTELECTUAL: Indivíduo capaz de pensar por mais de duas horas em algo que não seja sexo.
NINFOMANÍACA: Termo com o qual um homem define uma mulher que deseja fazer sexo mais vezes que ele.
TRABALHO EM EQUIPE: Possibilidade de colocar a culpa nos outros
DANÇAR: É a frustração vertical de um desejo horizontal.
ESCOTEIROS: 40 crianças vestidas de idiotas, comandadas por um idiota vestido de criança.
DOR DE CABEÇA: anti-concepcional mais usado pelas mulheres destes tempos.
VIRGEM: Menina de 9 anos , muito feia , que corre mais que o primo.
EXAME ORAL: Prova para conseguir um estágio na Casa Branca.
LÍNGUA: Órgão sexual que os antigos usavam para falar.
CONFIANÇA: Via livre que se dá a uma pessoa para que cometa uma série de abusos.
FÁCIL: Diz-se da mulher que tem a moral sexual igual a de um homem.
GINECOLOGISTA: Especialista que trabalha no lugar onde os outros homens se divertem.
HERÓI: Indivíduo que, diferente do resto, não pôde sair correndo.
HOMEM: Ser masculino que durante seus primeiros nove meses de vida quer sair de um lugar em que tenta entrar pelo resto da vida.
INTELECTUAL: Indivíduo capaz de pensar por mais de duas horas em algo que não seja sexo.
NINFOMANÍACA: Termo com o qual um homem define uma mulher que deseja fazer sexo mais vezes que ele.
TRABALHO EM EQUIPE: Possibilidade de colocar a culpa nos outros
quinta-feira, 10 de março de 2011
Mas uma pessoa não é um prato que você enjoa: "Pronto, não quero mais"
Por favor, não me empurre de volta ao sem volta de mim, há muito tempo estava acostumado a apenas consumir pessoas como se consome cigarros, a gente fuma, esmaga a ponta no cinzeiro, depois vira na privada, puxa a descarga, pronto, acabou. Desculpe, mas foi só mais um engano? E quantos mais ainda restam na palma da minha mão?
quarta-feira, 9 de março de 2011

''Essa vida viu Zé, pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra. Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa. ''
terça-feira, 8 de março de 2011
É como se você tivesse mil motivos para sorrir e ser feliz, e apenas um para chorar. E, de alguma forma, esse motivo consegue se sobressair todos os dias. É como se mil pessoas se importassem com você, menos uma. E, de alguma forma, era a única que você necessitava que se importasse. Porque você se importa com ela mais que tudo.
Ouça aqui, mocinha. Não fique pensando que o mundo lhe pertence não. Não caia nessa onda. E outra coisa – não se esforce. Pelo o menos não tanto. Não fique ai remendo contra a maré. Dando muro em ponta de faca. Veja – se não fora pra ser, não vai ser. Acredite em mim. Coisa boba essa sua tentativa de ir além. E olhe, eu não estou pedindo pra você desistir não, não é isso. Eu só quero que você pense mais, que leia mais. Que tenha argumentos melhores. Você está muito nova ainda. Cresce!
segunda-feira, 7 de março de 2011
“A verdade é que, enquanto você estiver assim, nessa interminável agonia, esperando notícias que nunca chegam, vai deixar passar várias possibilidades interessantes ao seu redor. Claro, ninguém se compara a quem você aguarda, mas quem você aguarda não está disponível no momento. Poderá, inclusive, nunca estar, apesar de tudo o que foi dito naquele dia. Pessoas que somem não são confiáveis.”
Só agora eu sinto que a minhas asas eram maiores que as dele, e que ele se contentava com o ares baixos: eu queria grandes espaço, amplitudes azuis onde meus olhos pudessem se perder e meu corpo pudesse se espojar sem medo nenhum. Queria e quero — ainda. Voar junto com alguém, não sozinho. Mas todos me parecem tão fracos, tão assustados e incapazes de ir muito longe. Talvez eu me engane, e minhas asas sejam bem mais frágeis que meu ímpeto. Mas se forem como imagino, talvez esteja fadado à solidão.
domingo, 6 de março de 2011
Pior mesmo é o sentimento de perda
Adorável Psicose.
Estava eu na praia, particularmente irritada por causa das nuvens de chuva que resolveram estacionar justo em cima do sol. Estava sozinha - se bem que, munida de um livro e de um mp3 player, ninguém está sozinha.
Pouco antes de virar a primeira página, reparei no cara bonitinho que me olhava a uma distância não exatamente grande. Ele também estava com seu livro e seu mp3 player, o que tornava a situação ao mesmo tempo engraçadinha e constrangedora.
Decidi voltar à leitura, quando uma abelha alcoólatra viciada em protetor solar veio dar uma de bully pra cima de mim. O resultado foi uma cena ridícula, uma espécie de dança do robô misturada com Matrix que, por alguma razão, foi atraente o bastante para fazer o cara vir ao meu socorro.
"Qual é o seu nome?", ele perguntou, logo depois de espantar a abelha.
Comecei a pensar em uma série de nomes plausíveis para dizer no lugar do meu verdadeiro. Não sei exatamente por que, mas me pareceu a coisa certa a se fazer.
"S-Soraia", respondi.
"Sério? Você demorou pelo menos uns dez segundos pra dizer Soraia e ainda gaguejou na hora."
"Não. Não gaguejei não. Esse é meu nome."
"S-Soraia?"
"Sim", insisti, enquanto ele sorria de um jeito que eu não sabia se me irritava ou se me atraía.
"Então soletra."
Revirei os olhos em sinal de protesto.
"S-O-S-S-O-R-A-I-A", soletrei.
"Sossoraia?", perguntou, confirmando. "É prático porque quando alguém pergunta quem é você, é só responder: Sô-Soraia."
Ok, eu teria rido nessa hora. Mas me segurei, só de implicância.
"Bom, pelo visto o sol não vai sair mais hoje, então eu vou indo", eu disse, juntando minhas coisas.
"Você não quer me dar seu telefone?"
"Não."
"Não?", perguntou, surpreso com a minha franqueza.
"Não." "Por quê, você tem namorado?"
Nessa hora eu tive uma espécie de síncope e não me recordo muito bem o que disse. Mas deve ter sido algo parecido com:
"Se eu tenho... Ha, essa é boa", comecei. "Deixa eu te falar como é que vai ser. Primeiro você vai me chamar pra sair, vai dizer que gosta de mim e depois que gosta muito de mim. E aí eu vou gostar de você. E depois gostar muito de você. E é nessa hora em que tudo vai começar a ficar confuso e difícil e frustrante e eu não vou ter outra escolha senão ir embora. E quando eu for, você vai fechar os olhos por dois segundos e ao abrir será como se eu nunca tivesse existido. Pra você. Porque eu vou continuar pensando nisso até aparecer outro cara bonitinho e irritante que vai perguntar meu nome e me chamar pra sair. E é por isso que não eu não vou te dar meu telefone", encerrei, recuperando o fôlego.
"Uau", ele soltou. "Você podia só ter dito que tinha namorado. Sério, eu teria aceitado essa resposta."
"Lamento, não tenho."
"Você é o quê, vidente?"
"Quase. Sou roteirista."
"Então você já elaborou o roteiro todo, já sabe tudo o que vai acontecer", constatou, enquanto eu fazia que sim. "Nesse caso, o que vai acontecer comigo depois que você for embora?"
"Você vai sair por aí pegando garotas bem menos interessantes, até que uma delas, provavelmente meio fanha e gorda, chamada Deise, vai ficar grávida e vocês vão acabar se casando. Mas você vai trair a Deise com a Cibele, que também vai ficar grávida e aí você vai passar o resto da vida trabalhando para pagar pensão pras duas, até um dia descobrir que os filhos nem eram seus."
"Caralho. Minha vida vai ficar uma merda depois que você for embora."
"Pois é."
"Então é melhor não deixar você ir nunca."
E, com essa, os dois ficaram em silêncio.
"Me dá seu telefone."
Olhei para ele e pensei, que se dane.
"Anota aí."
"Pensando bem, é melhor não", reconsiderou. "Vai que eu sou um psicopata."
"Que tipo de psicopata avisa que é um psicopata?"
"Sei lá, o tipo sincero."
Dessa vez eu ri.
E quando eu menos esperava, as nuvens de chuva estavam a ponto de sair da frente do sol. Talvez, no fim das contas, aquele domingo nublado ainda fosse dar praia.
Pouco antes de virar a primeira página, reparei no cara bonitinho que me olhava a uma distância não exatamente grande. Ele também estava com seu livro e seu mp3 player, o que tornava a situação ao mesmo tempo engraçadinha e constrangedora.
Decidi voltar à leitura, quando uma abelha alcoólatra viciada em protetor solar veio dar uma de bully pra cima de mim. O resultado foi uma cena ridícula, uma espécie de dança do robô misturada com Matrix que, por alguma razão, foi atraente o bastante para fazer o cara vir ao meu socorro.
"Qual é o seu nome?", ele perguntou, logo depois de espantar a abelha.
Comecei a pensar em uma série de nomes plausíveis para dizer no lugar do meu verdadeiro. Não sei exatamente por que, mas me pareceu a coisa certa a se fazer.
"S-Soraia", respondi.
"Sério? Você demorou pelo menos uns dez segundos pra dizer Soraia e ainda gaguejou na hora."
"Não. Não gaguejei não. Esse é meu nome."
"S-Soraia?"
"Sim", insisti, enquanto ele sorria de um jeito que eu não sabia se me irritava ou se me atraía.
"Então soletra."
Revirei os olhos em sinal de protesto.
"S-O-S-S-O-R-A-I-A", soletrei.
"Sossoraia?", perguntou, confirmando. "É prático porque quando alguém pergunta quem é você, é só responder: Sô-Soraia."
Ok, eu teria rido nessa hora. Mas me segurei, só de implicância.
"Bom, pelo visto o sol não vai sair mais hoje, então eu vou indo", eu disse, juntando minhas coisas.
"Você não quer me dar seu telefone?"
"Não."
"Não?", perguntou, surpreso com a minha franqueza.
"Não." "Por quê, você tem namorado?"
Nessa hora eu tive uma espécie de síncope e não me recordo muito bem o que disse. Mas deve ter sido algo parecido com:
"Se eu tenho... Ha, essa é boa", comecei. "Deixa eu te falar como é que vai ser. Primeiro você vai me chamar pra sair, vai dizer que gosta de mim e depois que gosta muito de mim. E aí eu vou gostar de você. E depois gostar muito de você. E é nessa hora em que tudo vai começar a ficar confuso e difícil e frustrante e eu não vou ter outra escolha senão ir embora. E quando eu for, você vai fechar os olhos por dois segundos e ao abrir será como se eu nunca tivesse existido. Pra você. Porque eu vou continuar pensando nisso até aparecer outro cara bonitinho e irritante que vai perguntar meu nome e me chamar pra sair. E é por isso que não eu não vou te dar meu telefone", encerrei, recuperando o fôlego.
"Uau", ele soltou. "Você podia só ter dito que tinha namorado. Sério, eu teria aceitado essa resposta."
"Lamento, não tenho."
"Você é o quê, vidente?"
"Quase. Sou roteirista."
"Então você já elaborou o roteiro todo, já sabe tudo o que vai acontecer", constatou, enquanto eu fazia que sim. "Nesse caso, o que vai acontecer comigo depois que você for embora?"
"Você vai sair por aí pegando garotas bem menos interessantes, até que uma delas, provavelmente meio fanha e gorda, chamada Deise, vai ficar grávida e vocês vão acabar se casando. Mas você vai trair a Deise com a Cibele, que também vai ficar grávida e aí você vai passar o resto da vida trabalhando para pagar pensão pras duas, até um dia descobrir que os filhos nem eram seus."
"Caralho. Minha vida vai ficar uma merda depois que você for embora."
"Pois é."
"Então é melhor não deixar você ir nunca."
E, com essa, os dois ficaram em silêncio.
"Me dá seu telefone."
Olhei para ele e pensei, que se dane.
"Anota aí."
"Pensando bem, é melhor não", reconsiderou. "Vai que eu sou um psicopata."
"Que tipo de psicopata avisa que é um psicopata?"
"Sei lá, o tipo sincero."
Dessa vez eu ri.
E quando eu menos esperava, as nuvens de chuva estavam a ponto de sair da frente do sol. Talvez, no fim das contas, aquele domingo nublado ainda fosse dar praia.
sábado, 5 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
É estranho… Conheço pessoas que já vêm com o prazo de validade vencido!
O amor é um ato de fé.
Você deveria ser capaz de estar só, completamente só e, ainda assim, tremendamente feliz. Então, você pode amar. Então, seu amor não é mais uma necessidade, mas um compartilhar, não mais é uma carência. Você não se tornará dependente das pessoas que você ama. Você compartilhará – e compartilhar é bonito. Esta é a diferença entre relacionar-se e relacionamento: relacionamento é uma coisa: você se apega a ele; relacionar-se é um fluxo, um movimento, um processo. Você encontra uma pessoa e você ama, porque você tem muito amor disponível.
quinta-feira, 3 de março de 2011

Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. Mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo.
quarta-feira, 2 de março de 2011
ACREDITE EM MILAGRES.
A vida não é justa, mas ainda é boa. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso. O que não te mata, realmente te torna mais forte. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite "não" como resposta. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.
Perdoe tudo de todos. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta. Deus te ama pelo que Ele é, não pelo que você faz. Envelhecer é melhor do que morrer jovem. ACREDITE EM MILAGRES.
Perdoe tudo de todos. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta. Deus te ama pelo que Ele é, não pelo que você faz. Envelhecer é melhor do que morrer jovem. ACREDITE EM MILAGRES.
=(
terça-feira, 1 de março de 2011
Toda a minha saudade e o meu amor de sempre.
O essencial é invísivel aos olhos.
Se você acha que ama duas pessoas ao mesmo tempo, escolha a segunda. Porque se você realmente amasse a primeira, não teria uma segunda opção.
Assinar:
Comentários (Atom)





















